“... Enquanto ia caminhando a multidão o apertava de todos os lados. Nisto, chegou uma mulher que fazia doze anos que estava com uma hemorragia. Ela havia gastado com os médicos tudo o que tinha, mas ninguém havia conseguido curá-la. Ela foi por trás de Jesus e tocou na barra da capa dele, e logo o sangue parou de escorre. Ai Jesus perguntou: - Quem foi que me tocou? Todos negaram. Então Pedro disse: - Mestre, todo o povo está rodeando o senhor e o está apertando.
Mas Jesus disse: - Alguém me tocou, pois eu senti que de mim saiu poder.
Então a mulher, vendo que não podia mais ficar escondida, veio, tremendo e se atirou aos pés de Jesus. E, diante de todos, contou a Jesus por que tinha tocado nele e como havia sido curada na mesma hora. Ai Jesus disse: - Minha filha, você sarou porque teve fé! Vá em paz....” Lc 8. 42-47 NTLH.
Por vezes guiamos a nossa vida pelo caminho do quase, quase vamos a igreja, quase nos dedicamos ao Senhor, quase adoramos, quase amamos... quase, e isso também se aplica a nossa vida secular nos quase temos amigos, pois nos achamos perfeitos e completos demais para nos entregarmos mais, para confiarmos mais, e assim as pessoas acabam quase vivendo a própria vida e desejando viver mais a vida do outro, e acabam por perder tudo aquilo que Deus tem preparado para elas.
Ficar no quase é simplesmente não fazer, ficar no quase é simplesmente enganar a si mesmo, pois se finge que faz alguma coisa, e frustrar-se, pois quando se fica no quase, sempre ocorre aquele pensamento de como teria sido se tivéssemos feito, por nos acomodarmos, por termos preguiça muitas vezes espiritual e carnal também, e por vezes surgem palavras de desestímulo, por parte de outros que se acostumaram a viver em lugar confortável.
Esse texto me chama atenção pois em meio a multidão uma pessoa não quis ficar no quase não quis ficar na situação em que estava, ela ousou fazer algo que para ela custou muito, pois com sua saúde debilitada enfrentar uma multidão que esperava Alguém, é algo que serviu para ser eternizado, mas a atitude dela não foi apenas ficar próximo, ou chegar o mais perto possível, ela não queria ficar só no quase, ela queria tocar, ela queria que algo diferente acontecesse com ela, ela queria que algo em sua vida fosse mudado, e por vezes vemos em nossas igrejas, pessoas entrarem e saírem sem nada acontecer, sem nada de diferente, entram e saem apenas para “bater o cartão”, e por vezes transpassam isso para a sua vida inteira e não somente por estar em um lugar santo. Queremos ser tocados por Deus, mas não queremos tocá-lo não queremos tocá-lo, queremos ser agradados por Ele, mas não queremos agradá-lo, desde o começo da minha conversão estou envolvido com grupos de louvor e com a música na igreja, a por vezes ter que praticamente implorar para que a igreja viva adore ao Deus vivo, pois por muitas vezes a igreja tem dormido e negligenciado em adorar, adorar não porque tem que ser convencida de que é o melhor e mais propício a fazer, tem dormido, não tem procurado fazer algo de especial, mas tem seguido somente com a multidão, não tem tocado, tem apenas ficado no QUASE, até quando ficaremos no quase, quase fazer a glória de Deus encher os nossos templos? Quase o Espírito ter liberdade? Quase a igreja crescer na graça? Quase, quase, quase.
Quando chegará o tempo de chegarmos tremendo diante da presença de deus, não por medo, mas tremendo por causa do impacto que deus pode causar em nossas vidas e através dela? Quando a nossa adoração será uma completa entrega, sem pensar no que podem falar, pois e daí se falarem, Deus escolheu as coisas loucas desse mundo mesmo e escolheu as que não são para envergonhar as que são. Jesus não escolheu curar uma multidão inteira, Jesus fez o que ela sabe fazer melhor, no meio da de muita gente ver o coração, ver a pessoa.
Basta apenas um toque, um toque para que o poder seja liberado, para que as guerras cessem, a cura aconteça e a paz em nós reine, já imaginou se nós passássemos a viver todas as promessas que a bíblia nos dá? Que diferença seria...
Que tipo de evangelho nós temos vivido? Será que temos vivido o evangelho de um Deus que nos fala que a alegria dEle nos faz completos? Ele nos considera como amigos Jo 15.13, e amigos não ficam no quase, mas mergulham em um relacionamento profundo e verdadeiro.
Em Cristo,
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